terça-feira, 9 de novembro de 2010

CONVENÇÃO SINDICAL SOCIAL DEMOCRATA - Conclusões

Portugal vive mergulhado numa crise financeira e económica que atinge a generalidade dos portugueses.
A primeira consequência desta crise é o desemprego e os impactos sociais que provoca, desde logo a angústia e o medo.
Angústia naqueles que perdem o seu posto de trabalho e não sabem quando voltarão a encontrar uma nova oportunidade de emprego.
Angústia naqueles que estão empregados e temem que o flagelo do desemprego também lhes venha a tocar à porta.
Angústia nos jovens que terminaram os seus estudos, esperam entrar no mercado de trabalho e construir a sua vida, mas arrastam-se com a incerteza e a falta de emprego.
Medo também, porque do desemprego resultam riscos de incumprimento das obrigações bancárias da habitação, do carro, outros empréstimos, alimentação e educação dos filhos.  
Medo, porque o Estado corta ou reduz de forma cega as prestações sociais, é lesto e implacável a actuar sobre os mais fracos, mas muito tolerante a agir sobre os poderosos, aqueles que efectivamente têm poder económico e condicionam o poder político. Veja-se o caso da anunciada distribuição de dividendos do negócio VIVO/PT – Telefónica.
A crise é sobretudo para aqueles que vivem do seu trabalho honesto.
É neste contexto económico e social que os TSD realizaram a sua Convenção Sindical, tendo concluído:
1.  Os TSD no Movimento Sindical Português
O movimento sindical português vive momentos difíceis, mas é em tempos de crise e de incerteza, como os que Portugal enfrenta, que se torna mais necessário um sindicalismo forte, concertativo e patriótico.
Os sindicatos, filiados na UGT ou Independentes, nos tempos de hoje, têm pela frente um grande desafio – o de lutarem pela dignidade daqueles que representam e constituírem-se num parceiro indispensável para a construção de respostas válidas para os problemas de Portugal.
Participar na actividade sindical é cada vez mais difícil e a sindicalização é cada vez menos atractiva, porque os magros salários não chegam para fazer face aos encargos das famílias e a precarização das relações laborais desencorajam a adesão desses trabalhadores aos sindicatos.
Porém, é em tempos de crise como os actuais, que o sindicalismo de negociação é mais necessário e os trabalhadores mais precisam do apoio das suas organizações sindicais e sentirem, através delas, mais segurança.
É neste quadro que os TSD encaram o associativismo sindical como um pilar essencial da sociedade participada que somos e concluem pela exigência desse reconhecimento pelos poderes político e económico.
Os TSD analisaram ainda:
No seu último congresso, em 2009, a UGT introduziu nos seus estatutos uma alteração que criava uma nova estrutura sindical intermédia, de base territorial no País – as UNIÕES UGT em cada um dos 18 Distritos e nas duas Regiões Autónomas;
É certo que a base de tudo são e serão sempre os Sindicatos filiados na UGT, estrutura fundamental do funcionamento e acção sindical da Central e que constituem também a base do funcionamento e o suporte logístico das UNIÕES;
Estas novas estruturas têm novas capacidades de acção em comparação com as antigas Delegações da UGT, que tiveram também o seu papel, mas que tinham esgotado a sua capacidade de intervenção;
As UNIÕES são entidades autónomas, dotadas de personalidade jurídica própria, sendo pois pessoas colectivas com os seus direitos e deveres plasmados na Lei, podendo actuar com toda a independência relativamente ao Estado, às entidades patronais e aos partidos políticos;
As UNIÕES têm a possibilidade legal de requisitarem ao Estado um quadro sindical da Administração Pública para trabalhar a tempo inteiro na UNIÃO, permitindo assim conferir á acção desta uma maior capacidade e eficácia;
A UNIÃO agora, pode e deve ter uma relação de “igual para igual “ com outras estruturas de base territorial do Estado, do IEFP, da ACT, das entidades Patronais, das Autarquias etc, assumindo também a representação da UGT em todos os órgãos distritais e regionais;
Enfim, existem razões para a UGT ter avançado com a criação e institucionalização das UNIÕES, estando já este processo quase terminado;
Mas não basta criar as UNIÕES. É necessário trabalhar, pô-las a funcionar com eficácia e capacidade de intervenção e colocá-las ao serviço dos trabalhadores que representam, nestes tempos difíceis e de grandes dificuldades por que passam os trabalhadores e suas famílias, em especial os mais desfavorecidos e desprotegidos;
Acreditamos que as UNIÕES, para bem da defesa dos interesses dos trabalhadores portugueses, irão cumprir a sua função e contribuir para revigorar a intervenção sindical da UGT.
2. A Greve Geral
Uma greve geral é a manifestação mais forte de oposição dos trabalhadores às políticas assumidas por qualquer governo. É um acto político.
A greve geral de 24 de Novembro tem a ver com a oposição dos trabalhadores às medidas contidas na Proposta de Orçamento do Estado para 2011, fortemente penalizadoras dos trabalhadores e dos aposentados e reformados.
A greve geral é, nas sociedades democráticas, a última arma dos trabalhadores, que não podem ficar de braços cruzados perante políticas tão gravosas.
Em Portugal, com um movimento sindical sem fundos de greve, fazer um dia de greve sem remuneração é um acto de coragem.
Um acto de coragem que revela insatisfação profunda mas, também, vontade de mudança.
Os trabalhadores batem-se pelas suas condições de trabalho, mas também contra o futuro negro que muitos teimam em apresentar-lhes com desesperança.
As organizações sindicais devem ser e são a voz desses trabalhadores e têm de assumir as suas preocupações, face aos sacrifícios que lhes são impostos, e corporizar as suas esperanças num futuro melhor.
A greve geral de 24 de Novembro insere-se neste quadro de protesto e de esperança no Futuro. Os TSD desejariam que a greve geral não fosse necessária, como seguramente a generalidade dos trabalhadores portugueses também a não deseja, mas apoiam esse dia de luta e de indignação. 
Os TSD esperam, ainda, que os sacrifícios que estão a ser impostos aos portugueses, especialmente aos trabalhadores e suas famílias, não venham a ser repetidos no futuro pela incompetência de governantes que têm provado não possuírem dimensão política e ética para dirigir os destinos do País.
3. Concertação Social – Urge um Pacto Estratégico
Nós vivemos num Estado Parceiro, onde a governação deve ser concertada ou dialogada.
O Estado Soberano clássico, onde não existia qualquer participação da sociedade civil, já não existe.
Hoje, as forças sociais organizadas em áreas económicas e sociais, ambientais, tecnológicas ou culturais não abdicam, e bem, do direito de participarem na construção da sociedade e na sua intermediação com o Estado.
A concertação social é disso um bom exemplo, para o governo e os Parceiros Sociais dialogarem e negociarem compromissos ou Acordos, que ajudem a desbloquear os problemas que impedem o País de caminhar para o desenvolvimento e o progresso.
Não é compreensível que, perante os enormes problemas que hoje todos sentimos, não se aproveite os mecanismos da concertação social para ouvir e envolver os parceiros sociais, que mais directamente representam os sectores que estão no vulcão da crise, e com eles procurar construir vias de convergência e consensos, que tornem menos penosas as medidas governamentais e, sobretudo, que abram janelas para podermos olhar o futuro com alguma esperança.
Os TSD discordam desta paralisia da concertação social e defendem a necessidade do Governo e Parceiros Sociais – Confederações Sindicais e Confederações Empresariais – avançarem para o estudo e negociação de um GRANDE PACTO SOCIAL ESTRATÉGICO, que crie as condições adequadas à mobilização do País e ao relançamento da economia para sair e vencer a crise.
Só com uma ideia consistente de futuro, que vise o fortalecimento da coesão económica e social do País, fazem sentido os sacrifícios que hoje são impostos aos portugueses.
Para isso, é necessário restaurar a cultura de compromisso, gerar confiança entre os parceiros sociais e o governo, e actuar em conformidade com o inafastável dever de lealdade e boa fé que deve existir entre todos os membros da negociação tripartida.
Esse Pacto Social deve ter um âmbito tão alargado quanto o consenso das partes o permita, mas deve ter por objectivo último ponderar o nosso modelo económico à luz dos tempos de hoje e da nova globalização, em ordem a dinamizar o investimento e a inovação, a competitividade e a produtividade, a criação de riqueza e de emprego, uma maior justiça fiscal e diminuição das desigualdades sociais.
Ao contrário de algumas vozes que entendem que a validade do diálogo social já expirou, os TSD entendem que, pelo contrário, nos tempos que correm, devem-se valorizar os ensinamentos e as vantagens da concertação social e aprofundar as suas enormes possibilidades de ajudar a encontrar um rumo para Portugal e a devolver a esperança aos portugueses.
É nessa linha que os TSD defendem e propõem que, em sede de concertação social, os parceiros sociais e governo se sentem e construam pontes e políticas que, inscritas num Pacto Social Estratégico, tenham por finalidade o futuro de Portugal.
Lisboa, 6 de Novembro de 2010

Sócrates vs Torres Couto

"HÁ TRÊS MESES EM SÃO BENTO, PROPUS-LHE A NEGOCIAÇÃO DE UM NOVO CONTRACTO SOCIAL. A RESPOSTA ASSUSTOU-ME. DISSE: 'NÃO É POSSIVEL PORQUE A CGTP NÃO NEGOCEIA COMIGO E A UGT NÃO REPRESENTA NINGUÉM'"

Torres Couto in Expresso de 6/11/10

Com afirmações destas, feitas a um Ex-dirigente da UGT e camarada de Partido, quem aínda acredita no Engº (relativo), pode tirar as devidas ilações!....

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

FALECIMENTO

Informamos que faleceu o filho do nosso companheiro e amigo, ALEXANDRE AZEVEDO MONTEIRO, Presid. da Mesa da Assembleia Geral dos TSD/Guarda.

O corpo estará presente na Capela da Sª do MILEU na GUARDA desde as 11H de terça-feira (9-11), até às 11H30M de quarta-feira (10-11). Depois seguirá para o cemitério nova desta cidade.



Em nome dos TSD/GUARDA, aqui ficam os nossos sentidos PÊSAMES.

domingo, 7 de novembro de 2010

Hotel Turismo da Guarda, fechou!...

Setenta anos depois, a unidade hoteleira de referência, na cidade e no país, encerrou portas. No desemprego ficaram 22 funcionários.

Sábado (30/10) foi o último dia em que o hotel Turismo da Guarda esteve aberto ao público, colocando agora no desemprego 22 funcionários. Esta unidade hoteleira da cidade, que durante mais de 70 anos foi uma referência, no distrito e no país, encerrou as portas. Recorde-se que a Câmara Municipal, que em 2007 assumiu a gestão do hotel, decidiu vender as instalações à Turismo de Portugal, por três milhões e meio de euros. Os funcionários foram terça-feira (2/11) ao Centro de Emprego, para dar despacho aos documentos relativos à situação de desempregados.
OS TSD/GUARDA, QUE ACOMPANHARAM ESTE PROCESSO, DESDE OUT.2008, JÁ TINHAM ALERTADO PARA ESTE TRISTE DESFECHO.
PERGUNTA-SE: ALGUÉM OUVIU DAS AUTORIDADES RESPONSÁVEIS DESTE DISTRITO, ALGUMAS PALAVRAS, NO MÍNIMO DE CONFORTO, PARA COM ESTES TRABALHADORES, QUE VÃO ENGROSSAR A JÁ TÃO GRANDE LISTA DE DESEMPREGADOS NO NOSSO DISTRITO?!...

CLIQUE AQUI E AQUI PARA VER MAIS PORMENORES.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

terça-feira, 19 de outubro de 2010

CONVENÇÃO SINDICAL SOCIAL DEMOCRATA

Os portugueses confrontam-se hoje com graves problemas económicos e sociais, incidindo sobre os trabalhadores o peso maior dessas dificuldades e injustiças. E o governo não apresenta qualquer saída de esperança no relançamento da economia e na criação de emprego.
Numa sociedade aberta e participada, o movimento sindical tem uma especial responsabilidade na defesa e construção de soluções económico-sociais justas.
Apesar de todos os obstáculos, a implantação dos TSD no movimento sindical português representa um forte pilar do projecto Social Democrata que perfilhamos.
É neste quadro que vamos realizar uma Convenção Sindical, no próximo dia 6 de Novembro, em Lisboa, no Hotel Villa Rica, Av. 5 de Outubro nº 295. 

Programa:
10H00
1. Os TSD no Movimento Sindical Português 
− Os planos de austeridade governamentais
− A greve geral
–  A UGT, os sindicatos e as uniões UGT Distritais/Regionais

13H00 – Almoço

14H30 – 2. O Papel da Concertação Social em situações de Crise Económica   – o caso Português

Oradores
– António Saraiva – Presidente da CIP
– João Proença – Secretário Geral da UGT
– José Silva Peneda – Presidente do CES

17H00 – Encerramento com intervenção política do Presidente do PSD – Dr. Pedro Passos Coelho
Lisboa, Hotel Villa Rica, 6 de Novembro

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SCUT's - MANIFESTO

Manifesto

Contra as Portagens nas Auto-Estradas A25, A23 e A24

Caixa de texto: Comissão de Utentes Contra as Portagens | Avª Alberto Sampaio, 84 | 3510-027 Viseu
www.contraportagens.net
No passado recente, os actuais responsáveis pelo governo do país afirmaram posições contra a introdução de portagens nas auto-estradas A25, A24 e A23 – vejam-se as posições assumidas pelo PS nas últimas duas campanhas eleitorais, o programa do actual Governo discutido na Assembleia da República ou as afirmações de José Sócrates, na qualidade de Primeiro-Ministro, em 30.Set.06, aquando da inauguração do troço da A25 entre Boaldeia e Mangualde. Mas, faltando à palavra dada e aos compromissos assumidos, o Governo acaba de decidir impor o pagamento de portagens, nestas auto-estradas, até 15 de Abril de 2011 [cf. Resolução do Conselho de Ministros 75/2010, publicada em 22/Set/10].

Esta resolução ignora questões centrais que deviam estar presentes num processo de decisão nesta matéria:
a)      Não existem alternativas a estas vias rodoviárias estruturantes, uma vez que a EN16, a EN 2, EN 18 e EN17 são manifestamente desadequadas como vias inter-regionais, encontram-se num permanente estado de degradação e, em boa parte do seu percurso, são apenas ruas de diversas localidades. É assim que o indicador assumido pelo Governo, segundo o qual o tempo do percurso alternativo não pode ser superior a 1,3 vezes ao tempo de percurso nas SCUT, é largamente ultrapassado no caso da A25, A24 e A23 ;
b)      O traçado muito sinuoso e com declives acentuados destas auto-estradas coloca-as muito aquém da qualidade de outras;
c)      O poder de compra per capita da maioria dos concelhos servidos pela A25, A24 e A23 fica muito distante da média nacional ou mesmo dos 90 % desse valor médio (um dos critérios fixados pelo Governo para avançar com as portagens) – ficando, na maioria dos casos, por metade do valor médio nacional e a um quinto da região de Lisboa, segundo o INE [ver mapa anexo];
d)      O índice de disparidade do PIB per capita das regiões servidas por estas auto-estradas face ao valor nacional fica muito abaixo dos 75% que a União Europeia utiliza para identificar as regiões desfavorecidas ( o Governo fixou para Portugal esse índice em 80% como critério) – por exemplo: NUT Dão-Lafoes - 63,1 %, NUT Serra da Estrela - 55,8 %, NUT Pinhal Interior Sul - 67,2%, NUT Beira Interior Norte - 70,6 %,  NUT Douro - 67,3 % ou NUT- Alto Trás-os -Montes 59,8%  [fonte Eurostat];
e)      Os estudos encomendados pela Estradas de Portugal. EPE recomenda claramente que não sejam introduzidas portagens na A25, A24 e A23 [“ O regime SCUT enquanto instrumento de correcção de assimetrias regionais – estudo de critérios para aplicação de portagens em auto-estradas SCT”  | F9 Consulting – Consultores Financeiros, SA,  18/Out/2006];
f)       Investigação promovida pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento demonstra de forma nunca desmentida que o investimento em infra-estruturas rodoviárias produz a prazo um aumento acumulado do produto demonstrando que "os investimentos em SCUT geram efeitos no produto largamente superiores ao custo envolvido" provocando também "efeitos de spillover regionais" - ou seja, não são só as regiões onde os investimentos foram feitos que beneficiam das SCUT; as regiões onde não houve investimento beneficiam também [“O impacto económico e orçamental do investimento em SCUTS”| Alfredo Marvão Pereira e Jorge Miguel Andraz, 2006].

A introdução de portagens nestas vias de comunicação agravaria os dramáticos indicadores atrás referidos e seria profundamente prejudicial e injusta para a economia e as populações, nomeadamente dos distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco e Aveiro.

Estas auto-estradas, nomeadamente a A25, são das principais vias de escoamento terrestre de produtos e mercadorias produzidas no país. O pagamento de portagens provocaria um aumento do custo de vida, criaria mais dificuldades às empresas e agravaria a situação económica e social do país e desta vasta região.

De um outro ponto de vista importa afirmar que o pagamento de portagens na A25, A23 e A24 seria uma medida que em nada contribuiria para combater a interioridade e a desertificação que hoje afectam estes distritos do interior do país.

As razões que aqui apontamos levam-nos a afirmar que, porque temos razão, prosseguiremos a luta contra as portagens nas auto-estradas A25, A24 e A23.
Estaremos na rua no próximo de 8 de Outubro buzinando contra as portagens e voltaremos com outras formas de protesto enquanto o Governo ou a Assembleia da República não decidirem alterar o rumo traçado na Resolução do Conselho de Ministros 75/2010, pondo fim à decisão de introduzir portagens na A25, A24 e A23.


Transcrevemos o Manifesto Contra as Portagens na A25, A24 e A23 hoje aprovado por unanimidade numa reunião pública da Comissão de Utentes que teve lugar na Associação Comercial de Viseu.

Viseu, 6 de Outubro de 2010.
A Comissão de Utentes
Contra as Portagens na A25, A24 e A23



Poder de compra per capita por localização geográfica.

Estudo sobre o poder de compra concelhio. INE, 2007





fonte: www.ine.pt







Localização geográfica
Poder de compra per capita (%)


Portugal
*  100%






Cinfães
49,30%


Resende
47,95%


Armamar
49,83%


Lamego
77,64%


Moimenta da Beira
54,03%


São João da Pesqueira
55,05%


Tarouca
59,06%


Castro Daire
52,23%


Oliveira de Frades
71,71%


Penalva do Castelo
47,58%


São Pedro do Sul
56,30%


Sátão
52,12%


Vila Nova de Paiva
48,50%


Vouzela
53,62%


Fornos de Algodres
51,92%


Celorico da Beira
55,72%


Figueira de Castelo Rodrigo
54,80%


Pinhel
58,71%


Trancoso
57,32%


Lisboa
235,74%


* Base 100 - valor médio nacional

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

S. Bento compra carro de 134 mil euros para convidados

«...Um Mercedes S450, de 134 mil euros, adquirido pelo Governo, está envolto em mistério. O gabinete do primeiro-ministro diz que o carro substitui outro em mau estado e se destina a transportar altas individualidades . Numa altura em que Sócrates pede sacrifícios, ninguém parece querer assumir a propriedade do luxuoso veículo...»

Leia mais aqui

ORA AQUI ESTÁ UM BOM EXEMPLO DE COMO CORTAR NA DESPESA PÚBLICA!....

Famílias que ganham 628 euros, sem abono...

«...Um agregado familiar que tenha um rendimento mensal de 628,2 euros vai perder a ajuda do abono de família, que era superior a 67 euros para quem tinha três ou mais filhos...»
«...O pagamento do abono de família foi eliminado para as famílias que ganham mais de 8803 euros por ano, o que, dividido por 14 meses, dá um rendimento mensal por família de 628,2 euros...»
«...Ao todo, são 383 mil famílias que deixarão de ter este apoio estatal, o que representa uma poupança de 100 milhões de euros...»



Leia mais aqui


AQUI ESTÁ UM INFELIZ EXEMPLO DE COMO OS QUE GANHAM MENOS , SÃO OS QUE MAIS PAGAM!...
E ISTO NÃO FICA POR AQUI!....

- EXAMES MÉDICOS MAIS CAROS
- FUNDO DA PT PAGA SUBMARINOS
- PENSIONISTAS PAGAM MAIS 169€ DE IRS

Portugueses vítimas de uma governação desastrosa


COMUNICADO
O governo acaba de anunciar um conjunto de medidas de brutal austeridade que têm por alvo os trabalhadores, as famílias e as empresas.
Em Maio passado, o governo afirmava que as medidas adicionais ao PEC eram suficientes para garantir a Portugal o cumprimento do compromisso que havia assumido com Bruxelas, tendo afastado qualquer hipótese de redução salarial. Ainda há um mês o Primeiro Ministro afirmava na Assembleia da República que todos os dados da execução orçamental apontavam para concretizar esse objectivo.
De repente, e depois do Primeiro Ministro ter afirmado que bateria com a porta se o seu Orçamento de Estado 2011 não fosse aprovado, vem apresentar um pacote de medidas que contrariam tudo quanto tem vindo a declarar e cuja dureza deixa em estado de choque milhões de portugueses.
Para além do descontrolo das contas públicas, esta falta de verdade e de credibilidade do governo é o maior problema com que Portugal se confronta.
Por mais branqueamento que o marketing e a propaganda oficial tentem fazer da acção desorientada e desastrosa do governo, os factos estão aí a demonstrar que o governo de Sócrates não é a resposta para os problemas do País mas, infelizmente, é uma das causas graves desses mesmos problemas.
Em bom rigor, Sócrates não devia ser Primeiro Ministro, porque ganhou as eleições há um ano na base de uma realidade fraudulenta, montada com a conivência dos grandes interesses económicos e dos fazedores de opinião sustentados pelos interesses financeiros do poder.
Hoje, os portugueses estão a sentir a diferença entre a verdade e a integridade da alternativa social democrata e a manipulação e a desonestidade política de José Sócrates.
As medidas agora anunciadas, vão contra todas as promessas de Sócrates, e são apresentadas por razões que o governo, melhor do que ninguém, conhecia. E o governo sabia que as medidas que estava a tomar não eram as mais adequadas e equilibradas para defender os interesses do País e poupar os portugueses a medidas draconianas como as agora divulgadas.
Os trabalhadores da Função Pública são, uma vez mais, os eleitos para pagarem as malfeitorias da governação.
Mas todos os portugueses vão ser afectados e os efeitos do aumento dos impostos vão atingir a generalidade da população.
A economia vai ressentir-se, com previsível estagnação ou recessão, o desemprego vai continuar a disparar, o poder de compra dos portugueses é diminuído, a tensão social vai aumentar, a criminalidade vai conhecer novas manifestações. E, pior do que tudo, os portugueses, de sacrifício em sacrifício, não vislumbram um raio de esperança que lhes permita sonhar com um futuro melhor. Porque, o actual governo não inspira confiança nem os mobiliza. Não há uma palavra de combate à economia paralela, não há uma linha de orientação para relançar a produção, para fomentar as exportações, para apostar em sectores nacionais que atenuem a nossa dependência externa, para criar riqueza e para gerar emprego.
É neste quadro que os TSD manifestam a sua indignação com as medidas anunciadas pelo governo. Medidas todas elas marcadas pelo lado negativo – cortar salários e benefícios sociais e agravar os impostos.
Pelo que os TSD estão solidários com todas as medidas que as organizações representativas dos trabalhadores adoptarem para expressarem a sua indignação.

Lisboa, 1 de Outubro de 2010
O Secretariado Nacional