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quarta-feira, 9 de julho de 2008

TSD vão pedir reunião à administração da DELPHI

TSD vão pedir reunião à administração da Delphi
O secretário-geral dos Trabalhadores Social Democratas (TSD), Arménio Santos, anunciou que o secretariado nacional vai pedir uma reunião à administração da Delphi para a sensibilizar a garantir a “laboração normal” da fábrica da Guarda
Os Trabalhadores Social Democratas (TSD) querem reunir com a administração da Delphi, na Guarda. A administração da multinacional de fabrico de componentes para automóveis anunciou que entre Julho e o final do ano, tenciona despedir metade dos actuais 1.060 trabalhadores. “O nosso desejo é que a Delphi retome a sua laboração normal, que seja um pólo de criação de riqueza na Guarda, que seja um pólo de manutenção e de criação de emprego e de melhoria da qualidade e do bem-estar de quem lá trabalha e dos seus familiares”, disse Arménio Santos, após ter reunido na segunda-feira com a estrutura sindical da empresa.Durante uma jornada social realizada na Guarda, os TSD reuniram com os representantes dos sindicatos e manifestaram a intenção de marcar uma reunião com a administração. “No ano passado tivemos uma reunião de trabalho com a administração da empresa em Lisboa. Vamos, a partir de amanhã, procurar agendar uma nova reunião, porque o nosso propósito não é fazer política ou politiquice com uma dificuldade que acontece numa empresa”, justificou o dirigente.“AINDA HÁ ESPERANÇA”“O que vamos procurar fazer é contribuir de forma responsável, para que a Delphi não só permaneça com o actual quadro de pessoal mas, se possível, fortalecê-lo, aumentá-lo, para que realmente seja uma resposta de emprego aos jovens e às populações do distrito”, disse.Arménio Santos considerou que, da reunião havida com os representantes dos sindicatos da unidade fabril, “ficámos com a ideia que ainda há esperança de que esse despedimento colectivo não ocorra e que haja o aparecimento de um projecto que viabilize o trabalho dessas pessoas”.Silêncio do governo leva críticasArménio Santos criticou o silêncio do Governo sobre a situação da Delphi, referindo que na Assembleia da República, na condição de deputado, fez já “perguntas ao Governo, em sede parlamentar, mas nunca obtivemos qualquer resposta, o que revela que, provavelmente, pouco terá para informar”.Outras reuniõesNa deslocação à Guarda, a comitiva dos TSD também reuniu com o bispo da Diocese, D. Manuel da Rocha Felício, e com a direcção do NERGA – Associação Empresarial da Guarda. Arménio Santos disse que registou as preocupações do bispo sobre a desertificação e com “a necessidade de fixar pessoas e projectos económicos no interior” do país.Câmara “sem capacidade” para dinamizar PLIESobre a construção da PLIE – Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial da Guarda, Arménio Santos observou que é considerada um “factor âncora” para a região, mas apontou dificuldades na sua concretização.Referiu que o seu desenvolvimento está “paralisado porque não há capacidade e iniciativa de quem tem a responsabilidade neste momento de conduzir o processo, que é a autarquia local”.

(Diário XXI 9/07/08)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

DELPHI da Guarda vai fechar...

A Delphi na Guarda vai encerrar a 31 de Dezembro, deixando no desemprego 321 trabalhadores.
Segundo o dirigente do Sindicato das Indústrias Transformadoras e da Energia - SITE, Vitor Tavares, o encerramento da fabrica na Guarda foi hoje, sexta-feira, anunciado pela administração da Delphi, numa reunião com a comissão sindical e trabalhadores.
O sindicalista adiantou que a produção da unidade da Guarda vai ser deslocalizada para a fábrica da Delphi de Castelo Branco e para a Polónia.
Para terça-feira está marcada nova reunião na fábrica da Guarda entre a administração e os sindicatos, para discussão de pormenores relacionados com o despedimento dos 321 trabalhadores da Guarda.
Segundo o sindicato, o encerramento da fábrica da Guarda é justificado pela administração da empresa com a falta de encomendas devido à crise económica.
Vitor Tavares disse que a decisão apanhou os operários e os sindicatos de surpresa porque a "última leva de despedimentos foi para tornar a empresa viável e isso não se veio a concretizar".
O sindicalista mostrou-se preocupado com o futuro dos trabalhadores, admitindo que "não se prevê muito risonho" devido à falta de emprego na região.
À saída do turno das 15.30 horas muitos trabalhadores recusaram prestar declarações aos jornalistas e alguns não esconderam lágrimas nem a revolta!

Leia mais aqui

É BASTANTE TRISTE, PARA NÓS, TERMOS QUE COLOCAR ESTE TIPO DE NOTÍCIAS!
OS TSD/GUARDA, FORAM OS PRIMEIROS, JÁ HÁ ALGUNS ANOS, A ALERTAR PARA ESTA SITUAÇÃO, QUE INFELIZMENTE PREVÍAMOS QUE IRÍA ACONTECER!
DESDE ESSA ALTURA, OS RESPONSÁVEIS LOCAIS E NACIONAIS, "ASSOBIARAM PARA O AR", PORQUE A IRRESPONSABILIDADE ERA TANTA, QUE PENSARAM QUE, O GOVERNO (dito) SOCIALISTA, APÓS PROMESSAS FEITAS,  IRÍA RESOLVER TUDO E MAIS ALGUMA COISA!
O RESULTADO DESSES "FACILITISMOS", ESTÁ À VISTA!........
HOJE, ESSES "PSEUDO-SOCIALISTAS", POR TEREM ENVEREDADO POR UMA MÁ GESTÃO, DESCULPAM-SE COM............."A CRISE INTERNACIONAL"!
O INTERIOR CONTINUA A SER CADA VEZ MAIS MASSACRADO, POIS AS HIPÓTESES DE UM NOVO EMPREGO, CADA VEZ MAIS PARECEM UMA MIRAGEM!......

Aqui fica a nossa SOLIDARIEDADE para essa gente, que inevitavelmente, irá engrossar o número de desempregados, que aumenta exponencialmente de dia para dia, neste rectângulo à beira-mar plantado.

Veja mais aqui e faça uma busca no nosso BLOG.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Freguesia de S. Miguel (GUARDA) reúne esforços para ajudar trabalhadores


Com o objectivo de apoiar os 315 trabalhadores da Delphi que foram despedidos no final do ano, a Assembleia de Freguesia de S. Miguel da Guarda, vai desenvolver esforços no sentido de ser criado nas instalações de Junta, um Gabinete de Inserção Profissional, permitindo também naquele espaço, o funcionamento do programa de apoio à apresentação periódica das pessoas desempregadas, tendo em conta que a Delphi está localizada nesta freguesia. Nesse sentido vai ser feito o apelo junto da Câmara, Centro de Emprego e Governo Civil. O Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia de S. Miguel da Guarda, Peres Almeida, falou da importância destes gabinetes.
Na última reunião ordinária da Assembleia de Freguesia de S. Miguel também foi aprovada, por unanimidade, uma moção que pretende apelar às entidades da Guarda para que se empenhem no sentido de serem evitados os 180 despedimentos da Delphi, anunciados para o primeiro trimestre deste novo ano.
Peres Almeida, acredita que tanto o Governador Civil, como o Presidente da Câmara da Guarda estão atentos para que, futuramente, a situação na Delphi não venha a agravar-se ainda mais.

OS TSD/Guarda congratulam-se por esta tomada de posição e entendem que é de louvar esta iniciativa.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

TSD/Guarda apreensivos com possível encerramento da DELPHI e DURA

O possível encerramento das fábricas de componentes para automóveis, DELPHI e DURA no concelho da Guarda, poderá criar problemas sociais graves que os Trabalhadores Social Democratas lamentam, à mistura com críticas à actuação do Governo no interior do país!
Os Trabalhadores Social Democratas (TSD) da Guarda estão preocupados com a situação da fábrica de componentes para automóveis (cablagens) DELPHI da Guarda, onde se prevêem despedimentos de cerca de 500 operários a partir de Maio.
“Fomos os únicos a colocar o problema do provável encerramento desta empresa e fomos os únicos a ser recebidos pela administração em Lisboa, a qual nos expôs o ponto da situação! Demos conhecimento à imprensa através de comunicado (… e aos trabalhadores, com entrega pessoal de comunicado à porta da empresa!...)”, afirmou António Antunes, presidente do Secretariado Distrital daquela organização laboral.
António Antunes sublinhou que “infelizmente, está a ocorrer aquilo, que a Administração da DELPHI então transmitiu nessa reunião, de que, por falta de encomendas no grupo, a fábrica poderia encerrar a breve trecho, além de que existem fábricas nos países de Leste Europeu e Norte de África a produzirem os mesmos produtos a preços bastante mais baixos”.
Os TSD/Guarda manifestam também “sérias preocupações” com a situação da fábrica de componentes eléctricos e acessórios para automóveis, “Dura” em Vila Cortês do Mondego – Guarda (...onde também já solicitaram uma reunião com a Administração...), tendo em conta que “a casa-mãe, nos Estados Unidos, já pediu protecção de credores, ao abrigo da lei de falências norte-americana”.
A unidade, situada a poucos quilómetros da Guarda, no vale do Mondego, possui mais de centena e meia de trabalhadores, pertenceu inicialmente o grupo espanhol FEMSA, transitou depois para o grupo BOSCH e de seguida para a DURA.
Segundo o dirigente, “a situação no concelho da Guarda é muito preocupante e exige uma intervenção urgente das forças políticas”.
Entretanto os TSD/Guarda “como estrutura laboral, representativa de vários Sindicatos, apostam numa economia aberta, sustentada por empresas competitivas, emprego mais qualificado e melhores e mais capazes políticas que permitam uma boa e mais justa distribuição e sem exclusão, da riqueza nacional”.
Recentemente eleito para o cargo onde substituiu o ex-deputado na Assembleia da república, Alexandre Monteiro que transitou para a presidência da Mesa da Assembleia Geral, António Antunes propõe-se “cativar os trabalhadores de Empresas, onde o Estado ainda detém um controlo efectivo, pois muitos deles, têm receio de se manifestar e inclusive de falar com pessoas que não sejam de organizações sindicais ou outras, afectas ao partido do governo”.
“Muitos têm-nos manifestado as suas preocupações, já fora do local de trabalho! Eles sabem que não o podem fazer lá dentro, pois existe uma forte coacção psicológica, exercida por uma grande parte das chefias hierárquicas, que na maioria dos casos, são "boys & girls", que foram nomeado(a)s pela sua "côr" ou "cartão", sem atenderem à sua qualidade e experiência profissional e/ou humana”, disse. Lamentamos profundamente que o actual governo, “dito socialista” não tenha uma política preventiva para os casos de encerramento e/ ou deslocalização de empresas para outros países como o Leste da Europa, com custos enormes em termos de emprego, nem dê mostras de tentar atenuar os respectivos efeitos sociais, principalmente no interior do país”. Por isso, os TSD pretendem “tentar apoiar e esclarecer os trabalhadores, quer sindicalizados ou não, nas questões laborais que infelizmente venham a ocorrer, nesta zona do interior”, temendo pelo “ aumento de conflitualidade laboral e social que se avizinha nos próximos tempos”.
“Não é compreensível, que altos Dirigentes Sindicais, que há 8 ou 9 anos, em reuniões e plenários Sindicais, etc, defendiam situações, nalguns casos, extremamente opostas às que hoje tentam impôr pela força”, disse António Antunes, numa alusão a figuras políticas que na altura “eram da oposição, como o caso de “alguns actuais responsáveis na Educação”.

José Domingos (Diário AS BEIRAS, 4-04-08)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ex-trabalhadores da Delphi/Guarda indignados

Os últimos trabalhadores despedidos pela Delphi, em dezembro de 2010, foram convocados para uma reunião, realizada ontem nas instalações da Câmara da Guarda, ao que tudo indica para receberem formação. O convite terá partido do Centro de Emprego da Guarda, mas o caso está a motivar a indignação das pessoas que deixaram a empresa de cablagens em dezembro de 2009 e na primavera de 2010, que não entendem porque também não foram chamados.  «...Qual o motivo de nos deixarem de fora desta oportunidade?», questiona uma antiga trabalhadora, que pediu para não ser identificada. «Estamos indignados com isto e vamos demonstrá-lo, comparecendo no local [ontem] para que nos deem uma justificação e nos expliquem porque servem uns e não os outros», sublinha quem fez um POC (programa ocupacional) num jardim-de-infância da autarquia. Nesse sentido, protestar é a palavra de ordem que tem passado entre os operários dispensados pela multinacional norte-americana nos primeiros despedimentos coletivos. A ideia é marcar presença «em força» na Câmara da Guarda, para onde estava prevista a reunião. «Não é justo o que estão a fazer, porque simplesmente não nos dão a mesma oportunidade de poder ter trabalho e alguma esperança», lamenta um ex-chefe de linha, que já trabalhou num serviço de bate-chapas. «Não fiquei por causa da crise», acrescenta.
Quanto ao objetivo da reunião, ninguém sabe ao certo. «No Centro de Emprego disseram-me que é para frequentarem uma formação, mas também já ouvi falar de uma empresa francesa que estaria interessada em instalar-se na Guarda e aproveitar a mão-de-obra qualificada da Delphi», refere o antigo funcionário, que esteve ontem nos Paços do Concelho. Não é a primeira vez que os 601 despedidos em dezembro de 2009 e abril e maio de 2010 são preteridos. Recentemente, soube-se que estes não teriam direito aos apoios do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG), uma vez que a candidatura apresentada pelo IEFP abrangia apenas os últimos 318 trabalhadores a deixar a fábrica da Guarda-Gare porque a União Europeia decidiu contribuir só nos casos de despedimentos ocorridos entre julho de 2010 e março de 2011 no setor dos componentes e acessórios para automóveis em Portugal. Ora, os três despedimentos coletivos levados a cabo na Delphi deixaram sem emprego mais de 900 pessoas...»

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sexta-feira, 11 de julho de 2008

DELPHI-Guarda

A comissão Intersindical do Sindicato das Industrias Metalurgicas e Metalomecanicas de Aveiro,Viseu,Guarda e Coimbra da Delphi Guarda, em nome dos trabalhadores vem mais uma vez agradecer a vossa visita e a preocupação demonstrada pela situação que se vive actualmente. Estaremos disponiveis para vos receber e dialogar, sempre que assim o entenderem, pois os medos e receios dos Homens e Mulheres que trabalham na Delphi são um problemas de todos, do Governo, da Autarquia, das juntas de freguesia, dos partidos politicos e da população em geral. Temos confiança na Administração da empresa, sabendo que tudo está a fazer para que os despedimentos colectivos não se concretizem e assim poderem também eles retribuir aos trabalhadores com a continuidade dos postos de trabalho.
O dirigente Sindical,
JOSÉ AMBRÓSIO
(E-mail enviado para TSD/Guarda em 11-07-08)

sábado, 15 de janeiro de 2011

DELPHI/GUARDA... ex-trabalhadores pediram carimbo à Câmara da Guarda

COMUNICADO

No passado dia 12 de Janeiro de 2011 cerca de 200 desempregados da Delphi dirigiram-se simbolicamente ao edifício da Câmara Municipal da Guarda a fim de obterem um carimbo comprovativo de terem procurado trabalho, tendo constatado que dos eleitos municipais na vereação, ninguém compareceu, pessoalmente, para receber os cidadãos em situação difícil.
A CPS da Guarda do PSD lamenta e repudia a falta de atenção e sensibilidade dos eleitos locais em exercício na Câmara da Guarda para com estes trabalhadores / desempregados.
A CPS da Guarda do PSD solidariza-se com o drama destes cidadãos ao mesmo tempo que com eles apela ao papel da Câmara Municipal para promover a actividade de estruturas económicas para soluções alternativas potenciadoras de empregabilidade.


2011/01/14
A CPS da Guarda do PSD

OS TSD/GUARDA estão solidários (como sempre estiveram), com toda esta gente! Há muitos anos que acompanhamos de bastante perto, todo este processo, que infelizmente desencadeou o encerramento definitivo desta empresa na Guarda, em 31/12/10, atirando para o desemprego os últimos 321 trabalhadores!
Estes trabalhadores despedidos pela Delphi, foram à tarde (12/01), à Câmara da Guarda à procura de emprego. Os agora desempregados, pediram à autarquia para lhes carimbar as folhas de pedido de emprego e assim demonstrarem ao IEFP que andam à procura de trabalho. Concentraram-se, pelas 14 horas, à porta dos Paços de Concelho e pediram emprego na autarquia, ao presidente da Câmara, JOAQUIM VALENTE.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

DELPHI III

Avizinham-se períodos conturbados nos próximos tempos nesta Empresa, que é uma dos maiores empregadoras da Guarda! Segundo informações que obtivemos, a Delphi está a mandar trabalhadores para casa, de férias (imprevistas), porque a falta de encomendas de empresas como a GM e RENAULT, obriga a uma diminuição do rítmo de trabalho! o STIMMDAVGC (Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Metalurgicas e Metalomecânicas dos Distritos de Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra) acredita que esta situação será temporal e que não surgirão despedimentos, pelo menos até Dezembro de 2009. Segundo declarações do coordenador deste Sindicato, Júlio Balreira e membro da C. T., a alguns orgãos da C. Social local, há uma quantidade não determinada de trabalhadores, que está nessa situação há várias semanas. Isto terá começado logo após o período de férias, em Agosto. Este dirigente sindical, acredita que esta será uma situação pontual e que não irá pôr em causa a manutenção dos 500 trabalhadores até Dez. de 2009 (depois será uma incógnita). Salienta contudo, que está preocupado com esta situação, pois este ambiente poderá vir a gerar problemas num futuro próximo, mas que o Sindicato irá estar atento ao desenrolar dos acontecimentos. Os TSD/Guarda mostram-se solidários com os trabalhadores da DELPHI e continuam a acompanhar (como têm feito de há uns tempos a esta parte), com preocupação todo este processo! Só esperamos que as autoridades Locais e Nacionais, não começem a "assobiar para o ar" e não venham a utilizar a Crise Financeira Internacional como "guarda-chuva" para todos os males! Devem prestar mais atenção às PME's e Emprego!

A. R. Antunes

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

J. PRATA e C. PEIXOTO, na A.R....

Aqui fica alguma informação, que consideramos importante, do trabalho desenvolvido pelos nossos deputados na A.R......,



Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República
Assunto: Candidatura ao Fundo Europeu de Ajustamentos à Globalização
Destinatário: Ministério do Trabalho e Segurança Social
A senhora Ministra do Trabalho e da Segurança Social anunciou no início de Janeiro de 2011 que o governo iria desencadear os mecanismos tendentes à intervenção do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização por forma a que os trabalhadores despedidos da empresa Delphi da Guarda pudessem vir a ser beneficiados com as compensações a que o recurso a esse Fundo lhes dá direito.
Já decorreu mais de um mês desse anúncio público e desconhece-se se o governo já iniciou ou não as diligências que lhe competem, sendo certo, que quanto maior for o atraso na implementação deste processo mais penalizados são as centenas de trabalhadores que ficaram sem emprego.
Os Deputados signatários questionam:
A) O processo já foi ou não desencadeado?
B) Em caso afirmativo que diligências concretas já foram efectuadas?
C) Dada a experiência com casos anteriores que expectativa tem o ministério do trabalho quanto ao  resultado do recurso a esse fundo?
D) No entender do ministério do trabalho qual é o tempo previsível para o desfecho deste processo?

Palácio de São Bento, 03 de Fevereiro de 2010.
                                                               Os Deputados do PSD/Guarda
                (Carlos Peixoto)                                                                                             (João Pina Prata)

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Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República
Assunto: Despedimentos Delphi
Destinatário: Ministério da Economia

É a terceira vez que nos dirigimos a Vexa. no sentido de obter respostas e medidas concretas sobre a actuação do governo relativamente aos já consumados despedimentos da Delphi da Guarda.
Às duas primeiras perguntas o Ministério da Economia veio dizer, mais coisa menos coisa, que estava atento ao problema, que estava a encetar diligências e a participar em reuniões com vista a encontrar soluções quer para os trabalhadores despedidos quer para a própria cidade da Guarda, que sofreu um forte revés com o encerramento daquela unidade fabril.
Já se sabe que o governo não conseguiu evitar esse encerramento, mas ainda não se sabe o que é que já fez de concreto para minimizar ou compensar o distrito com aquela gravosa perda.
Já deve ser do conhecimento de vexa. que, à semelhança do que se passou com casos similares noutras zonas do país, foram sugeridas pelo menos quatro medidas, a saber:

A)  Criação de um Centro Tecnológico com uma incubadora de empresas sujeitas a um regime de isenções fiscais;
B) Adopção de um programa especial de reconversão profissional dos trabalhadores despedidos aumentando o envelope financeiro dos Centros de Novas Oportunidades;
C)  Criação de um programa que facilite o acesso ao crédito bancário por parte dos desempregados para incentivar a iniciativa empresarial daqueles;
D) Recurso por parte do Estado Português ao Fundo Europeu de Apoio à GlobalizaçãoQuanto às três primeiras medidas, o governo não deu ainda qualquer sinal sobre o seu eventual acolhimento.
Quanto ao recurso ao Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização a Senhora Ministra  do Trabalho e Segurança Social veio dizer que o ia desencadear, embora se desconheça se já o fez ou não.
A verdade é que o Estado Português, através do governo, não pode alhear-se da sua responsabilidade social e nem mesmo a eventual procedência do pedido efectuado a esse Fundo suaviza a sua obrigação de fazer o que se impõe.
Numa palavra, uma possível compensação de “dinheiros da União Europeia” não afasta o dever que o governo também tem de investir meios e recursos próprios numa cidade e num distrito tão carenciado e necessitado de efectivas políticas públicas de investimento e diferenciação.
Assim sendo, os deputados do PSD eleitos pelo distrito da Guarda vêm, uma vez mais, solicitar que o Ministério da Economia concretize que medidas ou soluções concretas pretende adoptar nesta questão.

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Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República
Assunto: Portagens na A23 e na A25
Destinatário: Ministério das Obras Públicas
Como é sabido o governo decidiu introduzir portagens na A23 e na A25.
Estas duas vias atravessam maioritariamente distritos e concelhos do interior do país, reconhecidamente desertificados e com escassa apetência para atrair empresas e pessoas.
A media adoptada, embora seja em abstracto compreensível, não deixa de penalizar severamente as condições de competitividade desses distritos, designadamente o distrito da Guarda pelo qual fomos eleitos.
A medida em causa destina-se a ser aplicada a partir do mês de Abril, sendo que, até esta data, se desconhecem os custos a pagar em cada troço utilizado.
Um benefício para as regiões atravessadas por essas duas rodovias será, para além das discriminações positivas já anunciadas – dez viagens mensais gratuitas – a taxação diferenciada do custo do quilómetro por um preço inferior ao praticado noutras estradas que servem regiões mais desenvolvidas e com mais alternativas rodoviárias, tanto assim que, as características da A23 e da A25 não obedecem aos parâmetros de segurança e de traçado de uma verdadeira auto-estrada.
Assim sendo, os deputados signatários solicitam ao Senhor Ministro das Obras Públicas que esclareça o seguinte se:

A) Já está ou não fixado o custo da portagem por cada quilómetro percorrido nessas auto-estradas?

B) Atendendo às razões acima invocadas, o governo está ou não disponível para taxar de forma majorada - a um custo inferior ao praticado nas zonas do país mais desenvolvidas – os troços da A23 e da A25?

Palácio de São Bento, 08 de Fevereiro de 2010.
                                                               Os Deputados do PSD/Guarda
               (Carlos Peixoto)                                                                                             (João Pina Prata)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

DELPHI e portagens, posição dos Dep. JOÃO PRATA e CARLOS PEIXOTO

Os deputados do PSD eleitos pelo círculo eleitoral da Guarda, João Prata e Carlos Peixoto, apresentaram três requerimentos na Assembleia da República, onde questionam o Governo sobre que “medidas concretas” já tomou “para minimizar ou compensar o distrito” devido ao fecho da fábrica Delphi e a introdução de portagens nas auto-estradas A-23 e A-25.
Em relação à Delphi, que fechou as portas no dia 31 de Dezembro de 2010, os deputados entregaram um requerimento dirigido ao Ministério da Economia, onde referem que o Governo “não conseguiu evitar” o encerramento e que desconhecem “o que é que já fez de concreto para minimizar ou compensar o distrito com aquela gravosa perda”.
Recordam que, à semelhança do que se passou com casos similares ocorridos em outras zonas do país, o PSD sugeriu quatro medidas para minimizar o problema. A criação de um Centro Tecnológico com uma incubadora de empresas sujeitas a um regime de isenções fiscais; a adopção de um programa especial de reconversão profissional dos trabalhadores despedidos; a criação de um programa que facilite o acesso ao crédito bancário por parte dos desempregados, para incentivar a iniciativa empresarial; e o recurso, por parte do Estado Português, ao Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização.
“Quanto às três primeiras medidas, o Governo não deu ainda qualquer sinal sobre o seu eventual acolhimento”, apontam os eleitos do PSD. Já em relação ao recurso ao Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização, salientam que a ministra do Trabalho e Segurança Social “veio dizer que o ia desencadear, embora se desconheça se já o fez ou não”. “A verdade é que o Estado Português, através do Governo, não pode alhear-se da sua responsabilidade social e nem mesmo a eventual procedência do pedido efetuado a esse fundo suaviza a sua obrigação de fazer o que se impõe”, sustentam.
Carlos Peixoto e João Prata reconhecem que “uma possível compensação de «dinheiros da União Europeia» não afasta o dever que o Governo também tem de investir meios e recursos próprios numa cidade e num distrito tão carenciado e necessitado de efetivas políticas públicas de investimento e diferenciação”. Por isso, os deputados do PSD eleitos pela Guarda pedem ao Ministério da Economia que “concretize que medidas ou soluções concretas pretende adotar nesta questão”.
Os deputados também dirigiram um requerimento ao Ministério do Trabalho e Segurança Social, onde questionam se “já iniciou ou não as diligências que lhe competem” no recurso ao Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização. Pretendem saber se “o processo já foi ou não desencadeado” e “em caso afirmativo, que diligências concretas já foram efetuadas” e “qual é o tempo previsível” para o desfecho do processo”. Num outro requerimento, enviado ao Ministério das Obras Públicas, os deputados social-democratas referem a introdução de portagens nas auto-estradas A-23 e na A-25, reconhecendo que “a medida adoptada, embora seja em abstracto compreensível, não deixa de penalizar severamente as condições de competitividade desses distritos, designadamente o distrito da Guarda pelo qual fomos eleitos”.
Assinalam que a medida em causa, destina-se a ser aplicada a partir do mês de Abril, sendo que, até esta data, se desconhecem os custos a pagar em cada troço utilizado. “Um benefício para as regiões atravessadas por essas duas rodovias será, para além das discriminações positivas já anunciadas – dez viagens mensais gratuitas – a taxação diferenciada do custo do quilómetro por um preço inferior ao praticado noutras estradas que servem regiões mais desenvolvidas e com mais alternativas rodoviárias, tanto assim que, as características da A23 e da A25 não obedecem aos parâmetros de segurança e de traçado de uma verdadeira auto-estrada”, referem. Assim sendo, os deputados solicitam ao Ministro das Obras Públicas que esclareça se: “Já está ou não fixado o custo da portagem por cada quilómetro percorrido nessas auto-estradas?” e se “o Governo está ou não disponível para taxar de forma majorada - a um custo inferior ao praticado nas zonas do país mais desenvolvidas – os troços da A23 e da A25?”.

Jornal A GUARDA (17-02-11)

E DEPOIS NÃO VENHAM "AS MÁS LINGUAS" DIZER QUE OS DEP. PELO CÍRCULO DA GUARDA, NÃO SE PREOCUPAM COM COM O QUE SE ESTÁ A PASSAR NESTE INTERIOR, CADA VEZ MAIS ABANDONADO!...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

DELPHI/Guarda, +258 trabalhadores ficam já hoje no desemprego...

Como nós já havíamos aqui informado em Fevereiro, foram despedidos os primeiros 258 trabalhadores da fábrica DELPHI na Guarda, no âmbito de um processo de despedimento colectivo de 286, que perdem, a partir de hoje, o vínculo a esta Empresa. Será também dispensado um trabalhador a 30 de Abril e mais 27, a 24 de Maio, que se irão juntar aos 315 afastados em dezembro de 2009, ficando a empresa a laborar com apenas 314. As indemnizações já foram pagas! Foi celebrado um protocolo entre a Delphi e os sindicatos, o que permitiu o pagamento de dois meses de salários por cada ano de trabalho a cada trabalhador dispensado.
Apesar disto, existe uma preocupação generalizada, para estes tarbalhadores, agora sem o seu ganha pão, pois prevê-se um futuro muito complicado.
Nesta cidade e no Distrito, as perspectivas de emprego, são poucas ou nenhumas e quando acabar o dinheiro das indemnizações, será muito complicado para a maioría destes trabalhadores!
De salientar a preocupação do Sr. Governador Civil, que garantiu, que esta Empresa irá continuar a laborar!...

António R. Antunes

quinta-feira, 8 de março de 2012

...ainda sobre o "lay-off" da Plataforma-SGPS, SA (Gonçalves & Gonçalves)...

O estado depressivo da Guarda
«...A notícia de lay-off em mais uma empresa da Guarda confirma o cataclismo em que a região se encontra. Muito para além da crise nacional (e internacional), as dificuldades das empresas do interior são sentidas de forma mais severa e implacável – por cá, quando uma empresa entra em rutura financeira ou tem problemas de tesouraria dificilmente recebe algum tipo de solidariedade, da administração pública ou dos cidadãos. Quando uma empresa ou um empresário está mal, na “província”, ouvem-se os piores comentários e nenhuma ajuda.
Ora, quando as empresas estão com dificuldades deveria haver um cordão de solidariedade, e ainda mais forte em tempos de crise e em que as taxas de desemprego atingem valores históricos. E o apoio deveria ser ainda mais efetivo no interior fustigado por todo o tipo de contrariedades e onde os empresários são constantemente postos à prova. Por isso, numa cidade como a Guarda, que após o fecho da Delphi tem sucessivamente visto desaparecer empresas e postos de trabalho, o desespero de quem trabalha, dos empresários e dos trabalhadores, começa a ser generalizado. As empresas, as poucas que vão sobrevivendo em estado letárgico, descapitalizadas, resistem graças ao empenho dos seus responsáveis e trabalhadores – até quando? Se há cidade que prematuramente aprendeu a conviver com a crise foi a Guarda, os trabalhadores despedidos da Delphi deram o mote ao partirem para outras paragens à procura de trabalho e os que ficaram pressentiram que o futuro junto da família tinha os dias contados (salvo os funcionários públicos que ainda têm o emprego garantido). Mas o pior é que, para além das dificuldades financeiras, fica a sensação de que já não restam empresas na Guarda. E, de facto, depois do fecho do maior empregador da região (a Delphi, há 10 anos chegou a ter 3.000 trabalhadores), encerraram tantas outras, da Egitécnica à ARL, passando pela Vidrofuso ou o Hotel de Turismo, entre muitas outras de menor dimensão, que libertaram centenas de trabalhadores, muitos no desemprego, e que deixaram de contribuir para a economia que na cidade está cada vez mais asfixiada. O mesmo se passa, de forma igualmente perturbadora e depressiva, por toda a região.
Por isso, quando nos chegam notícias de pessoas que partem, pessoas que emigram (não pela sugestão de Passos Coelho, mas por opção natural quando não se vê uma luz ao fundo do túnel. Sempre encontrámos no partir o caminho que por cá não conseguimos trilhar. É o fado português… que não tendo nada de grave desagua numa nova diáspora depressiva, como se percebeu na reportagem que a TVI exibiu na passada segunda-feira sobre os milhares de emigrantes que estão a chegar à Suíça e não conseguem emprego, alguns dos quais acabam a dormir na rua  É neste cenário que encontramos a “lay-off” da Gonçalves & Gonçalves e também da Termolan (empresa tão “disputada” quando em 2008 se instalou em Vilar Formoso e que com o “rebentar” da “bolha” do imobiliário em Espanha ficou sem mercado). São empresas que ainda têm margem de recuperação. São 300 trabalhadores na Guarda e 60 em Vilar Formoso que ficam na expetativa. Depois da austeridade, tem de chegar o otimismo e a recuperação económica. Não há outro caminho...»

LUIS BAPTISTA-MARTINS (O Interior)

ESTE ARTIGO DE OPINIÃO, DO DIRECTOR DESTE SEMANÁRIO GUARDENSE, SÓ VEM CONFIRMAR AS SITUAÇÕES QUE OS TSD/GUARDA (HÁ MUITO),TÊM VINDO A DENUNCIAR AQUI E PELAS QUAIS TÊM DADO A CARA PUBLICAMENTE!...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ex-trabalhadores da Delphi/Guarda...

O Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG), pedido pelo governo para ajudar os desempregados do sector do fabrico de componentes automóveis, vai apoiar 726 pessoas,  das quais 265 são ex-trabalhadores da Delphi/Guarda. São mais de 2,3 milhões de euros para financiar a formação profissional, incentivar a procura de trabalho e apoiar a criação do seu próprio emprego. As medidas foram apresentadas na semana passada, numa reunião que ficou marcada pelos protestos dos ex-trabalhadores (como nós aqui noticiámos...) que não estão abrangidos pelo programa.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

DELPHI-Guarda

O Sindicato das Indústrias Transformadoras e da Energia reuniu-se hoje com o Governador Civil e o presidente da Câmara da Guarda solicitando a intervenção no processo negocial com a administração da Delphi, disse à Lusa fonte sindical.
Segundo Júlio Balreira, coordenador do Sindicato das Indústrias Transformadoras e da Energia (SITE), na reunião realizada na terça feira entre a administração e os sindicatos que acompanham a situação na empresa, não houve acordo em relação às indemnizações que serão pagas aos 321 operários da multinacional que fecha no final do ano.
As negociações entre sindicatos e administração estão suspensas até sexta feira porque os trabalhadores não aceitam as condições propostas, contou, indicando que a empresa propõe o pagamento de dois meses de indemnização por cada ano de trabalho e a possibilidade de 100 trabalhadores serem deslocados para a unidade de Castelo Branco.

(Lusa, 21-07-10)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DELPHI - Guarda

Os tarbalhadores desta fábrica de componentes para automóveis, vão entrar de férias (...forçadas..) de 23-02 a 27-02-09. Façamos votos para que não sejam "prolongadas"! Convém lembrar que a DELPHI tem previstos 500 despedimentos até Dez. de 2009!...

António R. Antunes

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

DELPHI-Guarda - Retratos de um despedimento anunciado

Atormentados pelo desemprego, os 321 trabalhadores da Delphi da Guarda estão revoltados e vivem dias de desalento. O retrato de 72 funcionários à porta do despedimento.


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P.S. - Até a música de fundo é triste!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

DELPHI - GUARDA..., mais 286 despedimentos!

Hoje (18-02-10), a administração da DELPHI/Guarda, anunciou ao Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas (STIMM), que vai despedir mais 286 trabalhadores até ao final do mês de Maio. Convém relembrar que até ao final do ano findo, já tinha despedido 315 trabalhadores (...como aliás nós aqui demos conhecimento!).
Ora, em menos de 6 meses, os despedimentos somarão 601!...
Com os graves problemas que este País atravessa a nível de emprego, se até nos grandes centros, as hipóteses de um novo emprego, são cada vez mais remotas, que dizer das hipóteses num interior cada vez mais votado ao abandono (...já mesmo antes desta crise Internacional!)?!...
Para estes trabalhadores, aqui fica a solidariedade dos TSD/Guarda que teem vindo a acompanhar toda esta situação desde Junho de 2007!

António R. Antunes

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Total de desempregados cresceu 29,1% em Setembro

"...O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 29,1 por cento em Setembro em relação ao mesmo mês do ano passado e aumentou 1,7 por cento face a Agosto, segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP)..."


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"...Presidente do IEFP considera aumento do desemprego "normal"..."

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Mas como é possível, haver altos responsáveis, fazerem afirmações deste tipo..."aumento do desemprego, normal"?!...
Mas em que País é que nós vivemos?!...
Num País "decente", este Sr., já tinha sido "corrido", porque o normal sería ele mostrar preocupação por estas situações!...
Como reagirão aquele(a)s que ficarão sem o seu sustento (...nalgumas situações, casais na mesma empresa...), nos próximos tempos, depois de verem e ouvirem este tipo de afirmações?!...
É que segundo INE, já vamos em 516.500 desempregados inscritos no IEFP (...oficiais, porque reais, já ultrapassa os 600.000!...)! Falta contabilizar os 150.000 que Sócrates prometeu (???)há 4 anos!... Infelizmente, agora e após as eleições(???), começam a surgir na imprensa, quase diáriamente, despedimentos a "torto e a direito"! Quase 500 na QUIMONDA (...alguns despedidos por SMS...); quase 500 na DELPHI-Guarda; previsão do encerramento da DELPHI em PONTE DE SÔR; CONTROLINVESTE; MÉDIA CAPITAL; Etc..., etc...,

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DELPHI/Guarda...D. MANUEL FELÍCIO, Bispo da Guarda, lamenta encerramento.

«...O bispo da Guarda disse esta terça-feira à agência Lusa que não compreende o encerramento da fábrica Delphi local, quando a empresa multinacional está a "sobrecarregar" a produção na unidade de Castelo Branco...»

«..."O lógico era que a empresa, em vez de concentrar tudo na mesma fábrica,  distribuísse a produção [pelas fábricas da Guarda e de Castelo Branco]",  defendeu Manuel Felício, após verificar que a unidade da Guarda encerra  no dia 31 de dezembro e a de Castelo Branco está "sobrecarregada" com trabalho...»

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Os TSD/Guarda estão completamente de acordo com D. MANUEL FELÍCIO! É uma das poucas vozes que se levanta, em relação ao desemprego, aos problemas sociais, à fraca solidariedade social e ao abandono a que tem sido votado o interior de Portugal.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

DELPHI/Guarda acrescenta mais 15 aos 300...


A DELPHI/Guarda acrescentou mais 15, aos 300 trabalhadores que irá despedir até ao final do ano.
Juntando a estes, mais 200 que sairão no 1º trimestre de 2010, somam 515 despedimentos no espaço de 3 a 4 meses! Convém lembrar que esta unidade fabril, tem neste momento, 950 trabalhadores. Chegou a ter quase 2000!...
Neste triste número de despedimentos, contam-se várias categorías de trabalhadores, como: 1 director de serviço, 2 chefes de serviço, 1 chefe de secção, 1 chefe de equipa, 5 verificadores de qualidade, 3 operadores de logística, 1 profissional de engenharia e 1 secretária de direcção.
Os TSD/Guarda, estão cada vez mais preocupados e apreensivos, com o rumo que este Distrito, bastante martirizado do interior, está a seguir!
Aliás no resto do País, esta situação é idêntica! Todos os dias se ouvem, nos noticiários das Televisões, mais pequenas e médias Empresas a fecharem as portas e os respectivos trabalhadores a "engrossarem" o triste número dos desempregados!
Não acreditamos que seja com promessas que daqui a 2 a 3 anos, já haverá bastantes empresas instaladas na PLIE e que irão dar emprego a muita gente, que se resolverá esta situação!...Mesmo que isso venha a acontecer (...o que nós duvidamos!...), como viverão até lá, estes desempregados, quando acabar o subsídio do desemprego?!...
As micro, pequenas e médias empresas, são as que geram postos de trabalho e que dão vida à economia local e nacional! Mas têm sido estas as mais sacrificadas! As grandes, quando não lhes interessa, deslocalizam as empresas e/ou as sedes, para outros países, onde os salários são mais baixos, onde os trabalhadores têm mais formação académica e onde os impostos são menos e mais baixos!
Perante esta situação de descalabro económico, quem arrisca investir, neste País?!
Os TSD/Guarda estão solidários com todos estes Trabalhadores, que infelizmente irão ficar, num futuro muito próximo, sem o seu "ganha-pão" e provávelmente já não passarão umas festas Natalícias tão felizes com a família, como certamente teríam previsto!